Em uma fase de força, maturidade e liberdade criativa, Leigh-Anne é a nova capa da Who What Wear UK. Na entrevista, a artista fala sobre poder, herança cultural e o caminho que a levou a se tornar a mulher e cantora que é hoje.

Confira a entrevista traduzida abaixo:

Está frio lá fora, então Leigh-Anne Pinnock e eu estamos comparando rotas de fuga. É o dia seguinte ao ensaio de capa dela para a Who What Wear UK, e ela está sentada, de pernas cruzadas, no tapete do seu closet. Trocamos dicas de viagem sobre as ilhas caribenhas de onde vêm nossos pais, e eu quase consigo sentir o sol na pele. “Estou fazendo planos. Adoraria ir para Granada”, ela diz, assentindo. “Mas, quando eu era criança, todo ano tinha que ser Jamaica nas férias, para visitar a família do meu pai.” Seus olhos ganham um ar sonhador ao lembrar dos verões comendo ackee, banana-verde e mangas colhidas direto das árvores no quintal dos avós. “É tudo tão lindo e cheio de vibração. Sempre tem música tocando e um prato de comida que aquece a alma. Tenho lembranças muito felizes da Jamaica e de ouvir os CDs de lovers rock que meus primos gravavam para mim.”

Não é nada surpreendente que algumas das memórias mais marcantes de Pinnock girem em torno da música. Desde o momento em que ela entrou nos holofotes do The X Factor, aos 19 anos, até os anos conquistando o mundo como integrante do Little Mix, fica claro que ela sempre fez questão de manter sua herança cultural por perto. “Levar a negritude para os palcos do pop sempre foi importante para mim. Até experimentar com meu cabelo é algo pelo qual eu sempre lutei”, diz ela. Enquanto observo seu visual casual, com ondas soltas caindo sobre os ombros, lembro das tranças esculturais e dos baby hairs dignos de museu que ela usou no dia anterior. “É engraçado, outro dia uma fã disse que eu devia ficar com um penteado ‘assinatura’ para ser mais reconhecível, e eu pensei: ‘Amiga, eu sou uma mulher negra. Isso não vai acontecer’.”

Agora com 34 anos, criando filhas gêmeas com o marido, o jogador Andre Gray, e prestes a lançar seu álbum solo de estreia My Ego Told Me To no mês que vem, Pinnock está muito mais interessada em autenticidade do que na opinião alheia. As batidas com influência de reggae e a atitude dancehall do disco vêm claramente do som dos verões da sua infância e ela nunca pareceu tão em casa. “Os looks do ensaio são bem limpos, bem estilosos e muito a minha cara. Estou numa fase bem poderosa”, diz. Pinnock é calorosa e fácil de conversar, mas existe um fogo dentro dela, alimentado por uma indústria musical que a encaixotou por tempo demais.

“Com tudo o que vivi nesse meio, e com a toxicidade que senti recentemente na minha antiga gravadora, onde eu tentava fazer um álbum solo e me diziam quem eu deveria ser, eu quis resgatar a Leigh-Anne que se defendia”, ela explica. “Quando eu era jovem, sabia exatamente quem eu era. Eu entrava numa sala e ninguém podia me dizer nada; eu tinha toda a confiança do mundo de que seria uma estrela. É curioso que, quando o sonho realmente aconteceu, isso começou a se perder aos poucos.”

E é justo dizer que esse “sonho realizado” ao qual ela se refere são os anos no Little Mix. Ela se ilumina quando fala das companheiras de banda, que entraram em hiato em 2022 com cinco singles número um, três BRIT Awards e milhões de fãs fiéis. Mas passar os vinte e poucos anos no maior girl group do mundo teve seus desafios.

“Quando a gente se formou, as redes sociais estavam começando, e isso foi um choque. Eu ficava pesquisando ‘garota negra no Little Mix’ e lendo todo o ódio.” Levo a mão ao rosto só de imaginar o impacto disso nela. “Eu sei, eu sei!”, ela exclama. “Foi tão prejudicial, e tudo vem da busca por validação. Infelizmente, ainda é algo com que eu luto. Estar num grupo feminino envolve muita comparação; você quer mostrar quem é, ter linhas suficientes para cantar e ser a favorita de alguém. Sou muito grata por ter passado por isso com garotas incríveis; a gente realmente se apoiava.”

Mas agora é hora de Pinnock fazer as coisas sozinha, nos próprios termos, pela primeira vez. Da força implacável de “Dead and Gone” ao clima contagiante de “Most Wanted”, cada faixa do novo álbum fala da mulher que ela se tornou graças à autoconfiança da garota que um dia foi. Mas ela faz questão de lembrar que, na adolescência, não tinha tudo resolvido e que muita da sua confiança era uma espécie de escudo.

“Eu sofria com acne, e isso criou uma relação complicada com a minha pele, com um pouco de vergonha envolvida. Hoje temos tantos produtos incríveis, mas naquela época tudo o que eu conhecia era Clearasil e espremer espinhas”, diz, balançando a cabeça. “Acabei tentando Roaccutane, que sei que não é para todo mundo, mas funcionou muito bem para mim.” Hoje, ela diz que é apaixonada por cuidar da pele de dentro para fora. “Recentemente, comecei a tomar cacau e chá de cogumelos à noite, voltados para a saúde da pele, do cabelo e das unhas, e vi muita diferença.”

Mas construir sua autoimagem foi uma jornada de vida inteira que começou onde a minha e a de tantas outras também começaram: com uma base Dream Matte Mousse completamente no tom errado. Rimos dos looks que tentávamos criar com as prateleiras limitadas de beleza do fim dos anos 90 e início dos 2000: sombra azul, cachos encharcados de Luster’s Pink Oil Moisturiser um dos poucos produtos para cabelo negro disponíveis no Reino Unido na época. (“O cheiro!”, gritamos juntas.) Desde então, ela passou anos sentada em cadeiras de maquiagem, então que lições de beleza ela carrega até hoje? “Descobri o poder de um bom sérum para sobrancelhas, porque as minhas são bem cheias e precisam de fixação”, conta. “E juro por óleo de rícino jamaicano para crescimento do cabelo. Quando meu cabelo está sujo, passo o óleo, faço um coque, vou dormir e lavo no dia seguinte.”

Enquanto ensaia para a turnê pelo Reino Unido e Europa em abril, Pinnock me diz o quanto está feliz por estar de volta onde pertence. “O palco é minha casa, então estar ali, com todos os olhos em mim, contando minha história, é incrível.” Comento como é divertido vê-la assumir essa energia de mulher madura nas performances solo que já fez. “Quando eu estava no grupo, a forma como éramos vendidas era para agradar todo mundo, inclusive crianças. Era uma decisão consciente não ser sexy demais”, explica. “Mas eu tenho 34 anos agora. Todo mundo faz sexo… eu tenho gêmeas”, diz, rindo. “E acho que é empoderador ser sensual. É algo que curti explorar nesse álbum e vou continuar fazendo, mesmo que algumas pessoas venham com esse papo de ‘mas você é mãe agora!’.” Ela revira os olhos com tanta força que a cabeça vai junto.

Há uma certeza muito forte na visão de Pinnock este ano, e dá para sentir que ela está no controle pela primeira vez em muito tempo. Quando nossa conversa chega ao fim, faço uma última pergunta: quando ela se sente mais poderosa? “Quando estou no processo criativo, construindo esse universo de música, dança e imagens que expressam quem eu sou, e sabendo que tudo isso vem de mim”, diz sem hesitar. “Mas também me sinto poderosa quando estou com minha família e minhas filhas, de um jeito mais pé no chão.” Ela olha para longe, procurando as palavras certas. “O que percebi é que agora associo poder à felicidade. Quando você sente que isso foi tirado de você, recuperar o poder é o melhor tipo de liberdade.”

Veja o ensaio completo em nossa galeria de fotos.

Fonte: Who What Wear UK | Tradução e Adaptação: LABR



Com o retorno de Leigh-Anne e o lançamento de seu novo single, “Been A Minute”, a ex-integrante do Little Mix contou à Rolling Stone UK sobre ser uma artista independente e compartilhou imagens dos bastidores do videoclipe da música, com sua incrível visão criativa. 

“Têm sido libertador ver minha visão criativa tomar vida” – ela contou. “Para o videoclipe de “Been A Minute”, eu quis criar um ambiente em que todos pudessem ser eles mesmos sem limitações.”


Confira a tradução na íntegra da entrevista de Leigh-Anne à Rolling Stone UK abaixo:


Rolling Stone: “Been A Minute” marca o começo de uma era corajosa sua. Nos fale mais sobre a música… 


Leigh-Anne: “Para mim, “Been A Minute” era o jeito certo de dar início à essa nova era. Ela representa liberdade, [fala sobre] estar completamente no controle, um som que precisa ser ouvido e celebrado durante esse verão. Não menti quando disse que era a música do verão, dúvido você não dançar quando ouví-la. 

Rolling Stone: Esse é seu primeiro lançamento como uma artista independente – Qual foi seu maior aprendizado até agora?


Leigh-Anne: “De sempre confiar na minha intuição, acho que ela nunca falhou comigo. Ser sempre fiel a mim e a minha autenticidade. Só aproveitar e saborear cada momento e cada vitória, não importa o tamanho dela.”

Rolling Stone: “Você supervisionou toda a direção criativa para o videoclipe. Nos fale sobre o conceito e como tem sido  e trazer sua própria visão a vida?

Leigh-Anne: “Têm sido libertador ver minha visão criativa tomar vida” – ela contou. “Para o videoclipe de “Been A Minute”, eu quis criar um ambiente em que todos pudessem ser eles mesmos sem limitações. Têm uma energia de pós-festa de carnaval, todos estão suados, não dando a mínima [para o que os outros pensam] e estamos todos vivendo a vida. Eu quis capturar a essência da música, que para mim fala de liberdade e diversão. Tenho uma equipe incrível ao meu lado que entende isso. Sou muito grata por ter encontrado a minha turma.”

Rolling Stone: Como foi ter Femi Lade como diretor?

Leigh-Anne: “Acho que foi uma das gravações mais tranquilas que eu já participei, foi um processo muito tranquilo. Femi arrasou muito, nós nos conectamos muito e conseguimos trazer nossas visões à vida.”

Rolling Stone: “Há bastante coreografia durante todo o vídeo – como elas foram escolhidas?”

Leigh-Anne: “Eu amo coreografias então precisava dar um gostinho do que está por vir. Amo como elas são mais soltas e livres. É como se você e suas melhores amigas tivessem invadido uma pista de dança e estivessem curtindo a vida!”

Rolling Stone: O clipe retrata a essência do carnaval e tem uma paleta de cores mais quente. Quão importante era retratar isso?

Leigh-Anne: “A paleta de cores quente e a energia do vídeo foram intencionais. Queria que fosse rico, vibrante e vivo. É uma homenagem a minha ascêndencia, não só visualmente mas no espírito também. Minha cultura é colorida, expressiva, é forte e eu quis que isso transbordasse. Agora que estou no controle da minha vida artística, posso trazer essas influências à tona sem limitações. Essa era fala sobre acolher todas as minhas versões, e eu mal posso esperar para mostrar mais do que estou trabalhando.”

Rolling Stone: O vídeo tem uma reviravolta perto do fim, quando vemos uma clone sua vestida de vermelho. Quem é ela e o que ela representa? 

Leigh-Anne: “Tem uma mudança acontecendo e aquele momento no fim do vídeo é um vestígio de algo muito maior. Não quero entregar tudo agora, mas tudo o que vocês estão vendo tem um propósito. A história só está começando… vocês vão precisar esperar para ver como ela vai desenrolar.”

Rolling Stone: Tem algum detalhe no vídeo que só você perceberia?

Leigh-Anne: “Eu só tive um dia para aprender a coreografia. Eu espero que os fãs não percebam isso!”

Rolling Stone: O que os fãs podem esperar dessa era de controle e independência sua? 

Leigh-Anne: Tudo será feito do meu jeito, assumindo mais riscos, sem se preocupar tanto com a opinião ou expectativas que outras pessoas têm sobre mim. Vai ser disruptivo. Chega da senhorita boazinha…”

Fonte: Rolling Stone UK | Tradução e Adaptação: Leigh-Anne Brasil



Como todos sabemos Leigh-Anne está dando seus passos em sua carreira solo, com isso vimos a necessidade de aumentar nossa equipe dando espaço para novos talentos que queiram contribuir com a página.

Além das atualizações de notícias e redes sociais, queremos trazer novos conteúdos para todos os nossos seguidores.

Estamos abrindo vagas para as seguintes áreas:

Tradução

Equipe responsável pela tradução de postagens, vídeos e matérias do inglês para o português.

Legenda

Equipe responsável pela legenda dos vídeos do canal/PinnockTV

Cortes de Vídeo

Equipe responsável por realizar edição de momentos destaques de vídeos legendados para ser postado no Reels e TikTok.

Galeria de Fotos

Equipe responsável por atualizar a galeria com fotos antigas e novas, desde screencaps até paparazzis.

Edição Tumblr

Equipe responsável por realizar edições icons, headers, gifs e muito mais.

Social Media

Equipe responsável por realizar atualizações e engajar com os seguidores nas principais redes sociais do fã-site. Sendo eles: Instagram em sicronização com Facebook, Tiktok, YouTube Shorts e Twitter.

Se interessou por alguma vaga? Se inscreva pelo formulário.

Em casos de dúvidas entre em contato conosco via DM do twitter. 😊



Iremos abrir vagas novamente para o portal, se você sempre quis fazer parte da equipe essa é a sua chance! Estamos à procura de fãs que tenham muita vontade de fazer o portal crescer e trazer vários conteúdos aos seashells, as vagas são diferentes da que abrimos anteriormente e esperamos muito que possa fazer parte da equipe.🤩

Sobre as vagas:

Desta vez estamos em busca de Gallery Manager para administrar a galeria atualizando com as fotos atuais e antigas da Leigh-Anne, se você tem domínio no inglês e gostaria de traduzir ou legendar matérias, entrevistas e vídeos que a Leigh-Anne realiza essa vaga é para você e também de Social Media para aqueles que amam redes sociais e principalmente de fazer edições tanto de vídeos como de pack para twitter, para quem não sabe temos o TikTok e Tumblr quem se inscrever para uma dessas redes ficará responsável pelas postagens.

Gallery Manager: Caso você nunca tenha tido experiência com o Coppermine mas quer enviar sua ficha para essa vaga, não tem problema sendo selecionado a equipe irá lhe dar suporte no processo de ambientação com a galeria.

Tradutor/Legender: Você pode preencher a vaga para as duas modalidades, os requitos é ter domínio na língua para ter mais facilidade em entender e transcrever as falas ou texto e utilizar o programa Adobe Premiere Pro para legendar o vídeo.

Social Media: Irá ficar responsável pelo TikTok ou Tumblr

  • TikTok: Realizar edições de vídeos diversos da Leigh-Anne como edits, traduções de músicas e etc na plataforma.
  • Tumblr: Realizar edições como pack para twitter e gifs na plataforma, utilizar o programa Adobe Photoshop.

Caso você tenha alguma dúvida sobre as vagas você pode entrar em contato conosco via CuriousCat. 💜

Só envie sua ficha se de fato você queira fazer parte da equipe ou tenha tempo para ajudar!

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Se você tem disponibilidade, comprometimento, saiba manusear bem as redes sociais, site/galeria, queira ser tradutor(a) e queira muito fazer parte da equipe do LAPBR envie a sua ficha para nós, confia abaixo as vagas disponíveis:

MÍDIAS SOCIAIS: Foco em atualizações no Instagram e interação em story (com jogos, perguntas e respostas e etc.), importante ter disponibilidade para ter atulização no tempo real.

GALERIA: Foco em atualização das fotos na galeria do nosso site, seja fotos novas ou antigas, importante ter tido alguma experiência com Coppermine mas caso tenha interesse na vaga e não teve nenhuma experiência nós iremos lhe ensinar.

TRADUÇÃO: Foco em traduções de posts, matérias, entrevistas seja para o site, redes sociais ou vídeos legendados. Importante ter inglês intermediário para realizar as traduções corretamente e entender os diálogos.

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Nessa segunda-feira, 9, Leigh-Anne lança sua coleção em parceria com a ASOS, confira a tradução da entrevista pela marca com a cantora.

Leigh-Anne Pinnock está reservada e ocupada. Só nas últimas semanas ela estrelou o show de talentos da própria Little Mix na BBC , apresentou os MTV EMAs , ganhou dois EMAs, lançou o álbum poptástico do ano na forma de Confetti (você pode vir para mim, você sabe que é verdade) , e agora ela está lançando sua própria edição da coleção mais recente da ASOS DESIGN.

Enquanto alcançamos Leigh-Anne no banco de trás de um carro a caminho dos ensaios para nossa QUARTA entrevista juntas – a primeira uma conversa franca e emocional sobre o racismo que ela enfrentou – encontro uma mulher com mais poder do que nunca. A Leigh-Anne que você vê nesta coleção ASOS DESIGN é um símbolo de todo o trabalho próprio e auto-aceitação que ela fez, e nós adoramos ver isso.

Aqui Leigh-Anne se abre sobre a coleção, como ela navegou nos altos e baixos de 2020 e como o movimento Black Lives Matter mudou tudo para ela. Ela está tão pronta…

2020 tem sido uma jornada e tanto para você – você ficou noiva, teve Little Mix: The Search, você tem um novo álbum e agora a edição ASOS DESIGN – como você está se cuidando com todos os altos e baixos?

Tem um monte de coisa acontecendo! Estou apenas aceitando o que vem, especialmente porque o movimento todo mundo parece querer um pedaço de mim e é realmente assustador, mas vou aproveitar essas oportunidades e continuar a falar e aumentar a conscientização. Mas estou pronta estou brilhando querida!

Estava pensando na entrevista que fizemos em que você falou sobre o racismo que enfrentou. Quando você olha para trás para aquela garota agora, quanto mais no controle de seu poder você se sente?

Não consigo nem começar a explicar o quanto sinto mais em meu próprio poder. Acho que com aquela entrevista que fizemos, toquei em algumas das coisas que estava sentindo, mas não entrei no assunto da maneira que fiz com o vídeo no Instagram. Isso é porque eu estou com cicatrizes. Eu realmente pensei que perderia fãs. Eu não sabia como explicar. Não tive coragem de realmente entrar nisso. Então, com o movimento acontecendo e as pessoas querendo ouvir e entender, eu apenas pensei, ‘Eu só vou dizer isso!’ Você não pode mais ficar quieto sobre isso, não pode mais se conter. Você precisa ser totalmente vocal. Essas conversas que eram tão estranhas, mas agora são conversas que você precisa ter diariamente. Não tenha mais medo de dizer coisas. Eu me sinto uma pessoa diferente, a confiança e o poder que sinto que seguro são incríveis.

As fotos para a edição são maravilhosas – como você usou a moda para se fortalecer quando se sentiu impotente?

Sempre amei moda e sempre usei isso para me expressar. Ter uma coleção com a ASOS, amo a ASOS, cada peça é incrível e amo como a coleção é versátil.

Qual peça você mais cobiça?

Tem um vestido verde e, não estou brincando, eles fizeram isso para mim. Estou obcecada com a cor. O ajuste é tão sexy. Não podemos estar realmente festejando agora, mas é perfeito para preparar o jantar de Natal, talvez? Eu estive planejando roupas assim.

Você tem sua própria marca especial de poder feminino. Como você inspirou isso nesta edição?

Eu sinto que com as fotos há uma mistura de sexy e não me levar muito a sério. Não sou uma pessoa muito séria; Eu sou boba e queria que isso transparecesse nas fotos. Além disso, comigo possuindo meu poder e minha confiança, espero que isso tenha acontecido também.

A moda deveria ser apenas sobre como vestir o que faz você se sentir confortável, mas as pessoas ainda fazem muitos julgamentos sexistas sobre o que as mulheres usam. O que você quer dizer a esses críticos?

Estamos tão acostumados com isso. Nós apenas ignoramos agora porque se você quiser usar algo, você deve usá-lo. Chegamos a um ponto em que não ligamos, não lemos os comentários, usamos o que nos faz sentir bem, usamos o que nos faz sentir bem. Somos mulheres adultas e merecemos ser sexy!

Em relação a sua marca de moda praia, In’A’SeaShell – você disse que queria que fosse para todas. Como você manteve essa inclusão nesta coleção?

Eu nunca representaria uma marca que não representasse formas e tamanhos diferentes. Cada corpo é um corpo perfeito. A perfeição não existe. A perfeição é quem você é, porque você foi feito de maneira perfeita. Você não precisa mudar por ninguém. Quanto mais representação houver, melhor.

Você se sente mais representada pela indústria da moda do que nunca?

Eu definitivamente sinto que houve progresso. Mas ainda há um longo caminho a percorrer, especialmente na indústria da moda. Acho que é por isso que tomei uma decisão consciente com minha marca, In’A’SeaShell, para ter certeza de que era diversa porque não a vejo o suficiente. Mesmo quando ligo a TV agora, vejo mais negros na tela, então há um progresso lá e lentamente estou vendo, mas ainda há um longo caminho a percorrer, 100 por cento.

O novo álbum Little Mix, Confetti, foi lançado. Estou com sede desse álbum, o que podemos esperar?

O álbum é uma celebração de Little Mix, pois já faz quase 10 anos. Temos uma linda balada nela – todos nós realmente brilhamos com nossos vocais, então isso realmente atinge você e eu estou tão animada para as pessoas ouvirem isso.

Você é uma figura pública há quase 10 anos. Você me disse antes você se sentia ‘invisível’. Você sente que quando está fazendo coisas como esta edição do ASOS DESIGN, você está fazendo isso por aquela garota que costumava se sentir invisível? Quão orgulhosa você acha que aquela garota ficaria de você agora?

Você está tentando me fazer chorar de novo? Brincadeira! Acho que ela estaria realmente orgulhosa. Não estou brincando, essa é uma garota diferente. Eu não a reconheço mais. Eu me sinto muito mais fortalecida e muito disso é apenas tirar essas coisas do meu peito. Deixando isso claro, não sinto mais uma dor forte; Eu não tenho isso engarrafado. As pessoas sabem como me sinto agora e acho que ficaram chocadas com isso. Tenho muita certeza agora. Sempre soube quem eu era, mas tenho esse novo poder e ela está saindo agora. Eu gostaria de poder contar a vocês todas as coisas que estão acontecendo, pois é realmente louco! Estou muito entusiasmada com o futuro.

Não poderemos passar pelo período de festas da mesma maneira. Como podemos lidar com isso?

Se você não pode fazer nada e está apenas em sua casa, quero que toque um pouco de música, coloque seu melhor vestido e seus melhores saltos e apenas dê uma dança. Faça uma festa sozinho. Ainda podemos festejar. Ainda podemos ser felizes. Ninguém vai nos impedir de ter uma boa aparência.

Tradução: Leigh-Anne Pinnock Brasil | Fonte: Glamour UK



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